Jornal Ação de Barão/RS.


13/05/2026 às 17:53 // .
Comenta-se que todos os dias, alguém sai de casa sem imaginar que aquela pode ser a última despedida.
Um trajeto curto. Uma mensagem respondida no volante. Alguns quilômetros acima do permitido. Um segundo de distração.
E então, vidas mudam para sempre.
O mês de maio veste o amarelo não apenas para chamar atenção no trânsito, mas para lembrar algo que, muitas vezes, esquecemos na correria diária: dirigir também é um ato de cuidado.
Por trás de cada acidente existe uma cadeira vazia na mesa, um quarto silencioso, uma família tentando entender o que poderia ter sido evitado.
A verdade é que o trânsito revela muito sobre quem somos. A forma como tratamos o outro no volante diz sobre nossa paciência, empatia e responsabilidade. Porque não estamos sozinhos nas ruas. Dividimos caminhos com pais, mães, filhos, trabalhadores, sonhos e histórias.
Talvez o maior desafio não seja aprender as leis de trânsito, mas reaprender a desacelerar.
Entender que chegar cinco minutos antes nunca valerá mais do que chegar vivo.
O Maio Amarelo não é apenas uma campanha. É um lembrete urgente de que segurança não depende só do governo, da fiscalização ou das estradas. Ela começa em escolhas individuais, feitas todos os dias.
No fim, o trânsito mais seguro não é construído apenas com placas.
É construído com consciência.
Por Jaqueline Debald, escritora e autora de cinco livros publicados. Observadora das ruas, dos silêncios e das pequenas revoluções que acontecem na vida comum, escreve para transformar sentimentos em reflexão e pertencimento. Para saber mais, acesse: https://sites.google.
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