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04/11/2026 às 19:49 // .

O QUE HÁ PARA NÓS DEPOIS DA MORTE?

Estamos próximos à celebração do dia de finados. Há pessoas que ficam tristes; outras vivem um eterno luto; outras vivem se fazendo perguntas sobre a morte, o morrer, o que virá depois da morte? Podemos refletir um pouco e acalmar o nosso coração, porque a vida em Deus é a maior alegria! É a ânsia e o desejo do coração humano “ “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração enquanto não repousa em Ti”!” (Santo Agostinho) 

Observando a natureza nós constatamos que todas as criaturas nascem, crescem, florescem, dão frutos ou não, e morre; assim também ocorre com os animais, por mais afeição que tenhamos por eles. Ninguém pode segurar a vida. Toda vida tem um ciclo e nós estamos dentro deste ciclo, desde o nascimento. 

Como seres humanos temos um tempo para viver. Neste espaço de tempo podemos realizar inúmeras escolhas que fazemos para dar um sentido à nossa vida. Mas, uma certeza nós temos: viemos de Deus e para Ele voltaremos. E o único jeito de retornar, é a morte, a nossa finitude. Quando e como é uma incógnita. O que importa e viver cada dia, tirando o melhor de dentro de cada um de nós, a fim de cumprirmos a missão para a qual viemos ao mundo. Nunca perca Deus em sua vida. 

  Temos perguntas que, por vezes, não sabemos a quem recorrer. São inquietações, incertezas que, podem se transformar em angústia. Cada crença tem seus conceitos e concepções para a morte e o morrer; sobre a vida eterna. E na sua crença encontra respostas ou não às suas dúvidas. 

A fé católica, de que vou tratar, nos oferece, pela Sagrada Escritura, pelo Catecismo atual, a Tradição da Igreja, Encíclicas atual dos Papas, teólogos, uma catequese própria que ilumina a nossa vida, e que pode nos ajudar a responder a algumas de nossas perguntas. 

 1. A Morte e o Fim do Tempo Terreno

Única chance: A morte encerra a vida terrena como o tempo de aceitar ou rejeitar a graça de Deus; a Igreja rejeita a reencarnação.

Separação: A alma imortal se separa do corpo físico, que permanece na Terra, enquanto a alma segue para a eternidade. 

2. O Juízo Particular

Imediatamente após a morte, cada pessoa passa pelo Juízo Particular diante de Cristo, recebendo a retribuição eterna de acordo com a sua fé e as suas obras. 

O destino imediato é determinado em três direções possíveis:

O Céu (Visão Beatífica): Para quem morre na graça e amizade de Deus e está perfeitamente purificado. É a comunhão de vida perfeita com a Santíssima Trindade, os anjos e os santos.

O Purgatório: Para os que morreram na graça e na amizade de Deus, mas precisam de uma purificação final para alcançar a santidade necessária para entrar na alegria do céu. As orações, missas e sufrágios dos vivos ajudam as almas do purgatório.

O Inferno: Para quem morre em pecado mortal, por livre e deliberada escolha de se afastar de Deus até o fim. A pena principal é a separação eterna de Deus. 

3. O Fim dos Tempos e o Juízo Final

Ressurreição da carne: No fim do mundo (na Parusia, a segunda vinda de Jesus Cristo), haverá a ressurreição corporal de todos os mortos. Os corpos retomarão a vida, num corpo glorioso,  e se unirão novamente às almas (transformados em corpos gloriosos para os salvos). E todos nos reconheceremos uns aos outros, no céu. 

Juízo Final: Acontecerá a manifestação plena da verdade sobre a relação de cada pessoa com Deus, confirmando de forma definitiva o triunfo do amor e da justiça divina. 

O que Jesus fala sobre o após a morte: "Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também." João 14:2-3: - A promessa de Jesus de preparar um lugar para seus seguidores é cumprida na Nova Jerusalém de Apocalipse 21.

Em Apocalipse, capítulo 21 podemos ler: 1.“Vi, então, um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra desapareceram e o mar já não existia. 2.Eu vi descer do céu, de junto de Deus, a Cidade Santa, a nova Jerusalém, como uma esposa ornada para o esposo. 3.Ao mesmo tempo, ouvi do trono uma grande voz que dizia: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Habitará com eles e serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. 4.Enxugará toda lágrima de seus olhos e já não haverá morte, nem luto, nem grito, nem dor, porque passou a primeira condição”. 5.Então, o que está assentado no trono disse: “Eis que eu renovo todas as coisas”. Disse ainda: “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras”. (Bíblia Ave Maria). 

O "novo céu e nova terra" representam a renovação total da criação, onde o mal, a morte e o pecado não terão mais lugar, e a perfeição divina será estabelecida. (Apocalipse 21:1) A nova criação é revelada, onde não há mais morte, dor, choro ou sofrimento. Esta visão de restauração é um consolo para os cristãos que enfrentam a tribulação (veja também Isaías 65:17-19 e 1 Coríntios 15:51-57). 21:1-4 – “Deus faz novas todas as coisas e promete a recompensa eterna para os fiéis. A cidade santa é preparada para os justos, mas os ímpios enfrentam a condenação (veja também João 14:2-3 e Mateus 25:46). 21:5-8.

É muito importante lembrar que somos todos irmãos, em Cristo Jesus. Por isso, precisamos praticar as orientações de Jesus, cumprir concretamente o grande mandamento: Os dois maiores mandamentos resumidos por Jesus Cristo, segundo os Evangelhos (como em Mateus 22:37-40), são: 

1º Mandamento (O maior): Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e com todas as forças.

2º Mandamento (Semelhante ao primeiro): Amar o próximo como a si mesmo.

Estes mandamentos nos pedem de estar sempre em comunhão com Deus e em harmonia com toda humanidade. Tres princípios que nos podem ajudar a viver como verdadeiros Cristãos, seguidores de Jesus Cristo, que nos quer todos salvos: 

       1) Igualdade e Dignidade: Pela fé em Jesus Cristo, as diferenças de raça, classe social, gênero ou origem deixam de ser barreiras, unindo a todos como membros de um único corpo. 

       2) Amizade Social: A CNBB destaca que a fraternidade exige acolhimento, respeito às divergências e a prática do amor ao próximo (inclusive aos adversários), e não apenas um reconhecimento teórico. 

        3) Conversão Prática: Inspirada também na encíclica Fratelli Tutti do Papa Francisco e em campanhas como a da Fraternidade, a ideia propõe superar o egoísmo, incluir os vulneráveis e construir uma sociedade sem exclusões. 

        Espero ter contribuído para esclarecer algumas dúvidas, responder algumas perguntas, e outras poderão permanecer ainda, mas o Espírito Santo de Deus não nos decepciona e nos iluminará. Obrigada pela oportunidade.

 

Ir. Marisa Inêz Mosena