Jornal Ação de Barão/RS.


22/07/2026 às 19:20 // Informações.
A implantação de um cemitério público em Barão voltou ao debate após a repercussão das novas regras anunciadas pela Capela São José para o uso do cemitério católico do Centro. O assunto foi tratado na sessão da Câmara de Vereadores de segunda-feira, 20 de julho, e motivou um pedido de informações ao Executivo.
Em entrevista ao Jornal Ação, a Prefeitura de Barão apresentou o posicionamento do prefeito Biriba e confirmou que o Município elabora o projeto do cemitério público. Segundo a administração municipal, o terreno destinado à obra já foi adquirido e fica na Rua Dr. Hoffer. O estudo técnico necessário à implantação também está em elaboração.
A área possui 626,41 metros quadrados e foi adquirida pelo valor de R$ 187 mil. Conforme o Executivo, antes do início da obra ainda deverão ser cumpridas as exigências legais, ambientais, urbanísticas e técnicas relacionadas ao empreendimento.
“O projeto encontra-se em desenvolvimento, observando todas as exigências dos órgãos competentes, para que, futuramente, o Município possa oferecer à população uma alternativa pública de sepultamento, garantindo o acesso a esse serviço de forma adequada e regular”, informou a Prefeitura.
O vereador Bernardino Scottá levou o tema à sessão depois das manifestações registradas nas redes sociais a partir da reportagem publicada pelo Jornal Ação sobre a falta de espaço no cemitério católico da Capela São José.
Scottá pediu o envio de um ofício ao Executivo para que a administração apresentasse oficialmente a situação do projeto. O vereador destacou que os cemitérios existentes no município são administrados por comunidades religiosas e defendeu a criação de um espaço público capaz de atender toda a população.
“Nós temos três cemitérios ligados a igrejas, mas também temos pessoas ligadas a outros segmentos religiosos que não estão contemplados. A realidade de um cemitério público é notória na população”, afirmou.
Durante a manifestação, o presidente da Câmara, Claudir Ludwig, relatou ter conversado com o prefeito sobre o assunto. Conforme Ludwig, o terreno destinado ao projeto foi adquirido e pago pelo Município. A escritura, segundo ele, foi concluída recentemente, formalizando a área em nome da Prefeitura.
Ludwig explicou que a regularização do terreno era necessária para que o Município pudesse avançar com o projeto e realizar futuros investimentos no local. Ele também ressaltou que a implantação de um cemitério público exige uma série de procedimentos que precisam ser cumpridos pela administração.
Scottá manteve a solicitação de envio do ofício mesmo depois das informações apresentadas pelo presidente da Câmara. Segundo o vereador, a população precisa receber um posicionamento oficial e acompanhar os próximos encaminhamentos.
Na mesma manifestação, Scottá recordou declarações públicas feitas em 2021 sobre um apoio parlamentar ao Município. Na época, foi mencionado o valor de R$ 300 mil e a intenção de viabilizar a implantação do cemitério público.
Questionado pelo Jornal Ação, o Executivo esclareceu que não houve emenda parlamentar formalmente destinada à construção do cemitério. Segundo o posicionamento do prefeito, houve manifestação de apoio ao projeto, mas o recurso efetivamente encaminhado ao Município estava destinado à saúde.
O documento apresentado pela Prefeitura corresponde à Proposta nº 36000.4216652/02-100, no valor de R$ 200 mil, destinada à atenção básica. Conforme as informações encaminhadas pelo Executivo, o pagamento foi realizado em 27 de dezembro de 2021.
Como a verba estava legalmente vinculada à saúde, ela foi aplicada nessa área e não poderia ser usada na compra do terreno ou na implantação do cemitério.
De acordo com a Prefeitura, o projeto do cemitério público está sendo conduzido com recursos próprios do Município, conforme a disponibilidade orçamentária e o andamento das etapas técnicas, ambientais e legais.
A discussão ganhou força depois que a Capela São José anunciou medidas para reorganizar o uso do cemitério católico do Centro, que não possui espaço para ampliação. Conforme informado anteriormente ao Jornal Ação, a comunidade religiosa pretende construir gavetas funerárias e um ossuário, adotar o modelo de sepulturas familiares e cadastrar os responsáveis pelos túmulos existentes. Veja matéria publicada: https://jornalacao.com.br/noticias/755-falta-de-espaco-restringe-novas-sepulturas-no-cemiterio-catolico-de-barao/
A repercussão levou moradores a defender a criação de uma alternativa municipal de sepultamento. Com a área adquirida, paga e regularizada, a Prefeitura concentra o trabalho na elaboração do estudo técnico e afirma que o futuro cemitério público será implantado com recursos próprios.
Vista aérea da região onde está localizado o terreno adquirido pelo Município para a implantação do cemitério público, na Rua Dr. Hofer.
Imagem: Google Maps/Reprodução. Edição de enquadramento: Jornal Ação.
Texto: Rita Santos para o Jornal Ação.

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