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Volta às aulas: choro na adaptação é esperado, mas exige atenção a sinais persistentes

01/03/2026 às 11:20 // Informações.

O início do ano letivo costuma trazer uma cena conhecida por muitas famílias: o choro na hora da despedida. De acordo com a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, essa reação é considerada típica do desenvolvimento infantil, especialmente entre 6 meses e 3 anos.

Segundo o presidente da entidade, Marcelo Pavese Porto, a chamada ansiedade de separação integra o processo de amadurecimento emocional. Nessa fase, a criança já consolidou o vínculo com os cuidadores, mas ainda não compreende que a separação é temporária. O choro, nesse contexto, expressa apego e necessidade de segurança.

Do ponto de vista neurobiológico, o sistema de regulação emocional ainda está em formação. A criança depende do adulto para organizar suas emoções. Na despedida, ocorre ativação do sistema de alerta, o que se manifesta por choro e busca pelo responsável.

A reação é considerada dentro do esperado quando:

  • ocorre principalmente no momento da separação;

  • reduz com o passar dos dias ou semanas;

  • permite que a criança participe das atividades após algum tempo;

  • não provoca alterações persistentes no sono, alimentação ou comportamento.

Como facilitar a adaptação

A entidade orienta algumas medidas práticas:

  • realizar visitas prévias à escola;

  • manter rotina previsível de sono e alimentação;

  • fazer despedidas breves e claras, sem sair escondido;

  • permitir o uso de objeto de transição;

  • validar os sentimentos da criança.

A coerência entre família e escola também contribui para transmitir segurança.

Sinais de alerta

Alguns comportamentos exigem atenção e avaliação médica:

  • choro intenso e inconsolável por semanas;

  • alterações significativas no sono e na alimentação;

  • queixas físicas recorrentes sem causa clínica identificada;

  • regressões persistentes;

  • medo extremo diante da escola.

Nessas situações, recomenda-se avaliação pediátrica e, se necessário, encaminhamento para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico.

Fundada em 1936, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul reúne cerca de 1.750 médicos associados e atua na promoção da saúde infantil no Estado.

 

 

IMAGEM: Divulgação

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