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Safra de uvas no RS deve crescer quase 19% em 2026, impulsionada pela produção de espumantes

15/01/2026 às 12:58 // Agricultura.

A projeção de uma safra maior de uvas no Rio Grande do Sul reforça o bom momento da vitivinicultura gaúcha e sinaliza impactos positivos para a economia regional, que inclui municípios do Vale do Taquari e da Serra, conectados por cooperativas, cadeias de fornecimento e circulação de renda no meio rural.

A Vinícola Aurora estima colher cerca de 85 milhões de quilos de uvas na safra de 2026, volume 18,7% superior ao registrado no ano anterior. Historicamente, a cooperativa responde por algo entre 10% e 15% de toda a uva destinada ao processamento no Estado, o que faz da sua projeção um indicador relevante para o setor.

Um dos movimentos que mais chama atenção é a ampliação da área plantada com variedades destinadas à produção de espumantes. Nos últimos anos, houve crescimento aproximado de 12% nesse tipo de cultivo, especialmente com uvas como Moscato e Malvasia Aromática, o que deve resultar em aumento de cerca de 15% no volume dessas variedades em relação à safra passada.

As condições dos vinhedos são consideradas favoráveis em todas as fases do ciclo da videira. As variedades mais precoces já entram em maturação e início de colheita, enquanto as de ciclo médio e tardio apresentam desenvolvimento dentro do esperado, apesar de leve atraso causado pelo frio mais prolongado no inverno. A colheita da uva Chardonnay para base espumante começa na primeira quinzena deste mês.

Também nas variedades americanas e híbridas, usadas principalmente na produção de sucos e vinhos de mesa, o cenário é avaliado como positivo, com boa sanidade e maturação regular. Entre as uvas mais precoces estão Isabel, Concord e BRS Magna.

Segundo a cooperativa, o desempenho da safra está diretamente ligado às condições climáticas do inverno, que favoreceram a fertilidade das gemas e uma brotação mais uniforme. A colheita segue até a segunda quinzena de março, com expectativa de bom desempenho também para variedades como Merlot, Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

Para municípios como Barão, mesmo sem produção vitivinícola expressiva, o avanço do setor interessa por refletir o comportamento do agronegócio regional, influenciando renda, serviços, transporte e a dinâmica econômica de toda a região.

 

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