Jornal Ação de Barão/RS.


15/01/2026 às 10:03 // Informações.
Após os vestibulares muitos estudantes entram em modo de espera. A prova passou, o resultado ainda não saiu e a redação parece um assunto encerrado. Não é. O exame não fecha o processo: ele expõe, com precisão, o nível de escrita alcançado até ali.
É justamente depois da prova que a redação ganha novo valor. O texto produzido no vestibular revela limites concretos: organização das ideias, domínio da norma padrão, força argumentativa e gestão do tempo. Esses elementos formam um diagnóstico que não existe antes da experiência real de prova. Abandonar a prática da escrita nesse momento significa desperdiçar informação.
Isso explica por que especialistas defendem pausas programadas, mas não o rompimento com a escrita. O período de provas é estressante, e o descanso é necessário para a saúde mental. Ainda assim, para quem pretende evoluir, o retorno gradual à prática textual faz diferença. Escrever com constância mantém ritmo, vocabulário e clareza — habilidades que se perdem rapidamente quando ficam meses sem uso.
Segundo a analista pedagógica Fernanda Becker, da plataforma Redação Nota 1000, retomar a produção textual no início do ano amplia o contato com temas variados e fortalece o repertório, preparando o estudante para os eixos recorrentes dos vestibulares.
Para quem já enfrentou a prova, o estudo deixa de ser genérico e passa a ser estratégico. Se o problema foi o tempo, o treino deve focar em organização e síntese. Se a dificuldade esteve no rascunho ou na articulação das ideias, mapas mentais e escrita frequente ajudam a destravar o texto. O objetivo não é repetir exercícios, mas corrigir falhas identificadas.
Redações antigas cumprem papel central nesse processo. Elas permitem localizar erros recorrentes, seja no uso da língua, seja na construção dos argumentos. A partir disso, cada nova produção passa a ter um foco claro de melhoria.
A qualidade do texto, porém, não se limita à correção gramatical. Também pesam a adequação ao gênero solicitado, o uso preciso de conectivos e a capacidade de desenvolver argumentos com dados relevantes e ideias próprias. Evoluir na redação exige método, não inspiração ocasional.
Entre os erros mais comuns está a ausência de um cronograma de escrita. Sem regularidade não há avanço consistente. Outro problema frequente é a falta de feedback qualificado, já que a autoavaliação, sem critérios claros, tende a ser limitada. Também é preciso cautela com corretores automáticos: eles facilitam, mas escondem desvios que aparecem na prova, feita à mão.
No Exame Nacional do Ensino Médio temas sociais seguem predominantes, sem excluir discussões sobre tecnologia e seus impactos. A Universidade Estadual de Campinas costuma explorar recortes sociais mais específicos e, por vezes, controversos. A Fundação Universitária para o Vestibular alterna atualidades com propostas filosóficas e existenciais, enquanto a Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista mantém perfil semelhante.
A redação não serve só para a prova. Ela aparece de novo na faculdade, em concursos, em processos seletivos e no trabalho.

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