Jornal Ação de Barão/RS.


12/01/2026 às 16:06 // Informações.
O começo de 2026 traz um conjunto de despesas previsíveis que impactam diretamente o orçamento das famílias. IPVA, IPTU, matrículas e material escolar se somam às faturas acumuladas do fim de ano e a reajustes de preços em serviços essenciais. Em um cenário de juros elevados e crédito mais caro, a organização financeira deixa de ser escolha e passa a ser necessidade.
Para o contador e educador financeiro André Charone, iniciar o ano com controle é decisivo para atravessar os meses seguintes com mais segurança. “O erro mais comum é atribuir o problema apenas à renda. Na maioria dos casos, a dificuldade está na falta de planejamento e de acompanhamento dos gastos”, afirma.
O primeiro passo é simples e costuma ser negligenciado: mapear a situação financeira real. Listar receitas e despesas — fixas e variáveis — permite identificar excessos e ajustar prioridades. Aluguel, escola, internet e plano de saúde devem aparecer ao lado de gastos variáveis, como lazer, delivery e compras por impulso.
“Quem não mede, não controla. E quem não controla, perde dinheiro sem perceber”, resume Charone.
Janeiro não traz surpresas. IPVA, IPTU, seguros e despesas escolares já são conhecidos e podem ser organizados com antecedência. Avaliar descontos para pagamento à vista ou parcelamentos que não comprometam o orçamento mensal ajuda a manter o fluxo financeiro equilibrado.
“Parcelar não é o problema. O risco está em assumir parcelas sem saber se caberão nos próximos meses”, alerta o educador financeiro.
A formação — ou reforço — da reserva de emergência é outro ponto central. A recomendação é manter o equivalente de três a seis meses do custo de vida em aplicações de alta liquidez e baixo risco, como Tesouro Selic ou CDBs com liquidez diária.
“Reserva de emergência não é investimento para rendimento. É proteção contra imprevistos”, explica.
Cartão de crédito, cheque especial e empréstimos não são vilões, mas exigem uso estratégico. Em um ambiente de juros elevados, recorrer ao crédito para cobrir desequilíbrios recorrentes do orçamento tende a ampliar o endividamento.
Se a fatura do cartão já inicia o ano elevada, o ajuste de hábitos precisa ser imediato. “Juros não perdoam falta de planejamento”, diz Charone.
Definir objetivos específicos — quitar dívidas, montar reserva, investir mensalmente ou organizar as finanças da família — aumenta as chances de manter o plano ao longo do ano. Metas genéricas costumam ser abandonadas rapidamente.
“Educação financeira não é cortar tudo, é gastar melhor”, conclui o especialista.
Planejamento como regra
Organizar as finanças no início do ano não exige soluções complexas, mas disciplina e constância. Em um contexto econômico mais restritivo, o planejamento financeiro se consolida como ferramenta essencial para evitar dívidas e preservar a estabilidade ao longo de 2026.

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