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Manhã de aprendizagem na Escola Municipal de Ensino Fundamental Nicolau Bourscheid

02/12/2025 às 20:03 // Eventos.

Encantamento e descobertas marcaram a manhã do último sábado de novembro na Linha Francesa Alta, em Barão. Alunos, famílias e equipe escolar se reuniram na Escola Nicolau Bourscheid para apresentar os trabalhos desenvolvidos ao longo do ano e compartilhar as aprendizagens que fizeram parte da rotina das turmas.

Pais, estudantes, professores e convidados ocuparam cada espaço para acompanhar a Mostra Pedagógica e a inauguração da nova pracinha, dois momentos que simbolizam o encerramento de um ciclo letivo e, ao mesmo tempo, a força de uma comunidade que cresce e aprende junto.

Entre trabalhos expostos, olhos curiosos e muitas histórias sendo contadas pelas próprias crianças, a escola se encheu de vida. E, para completar a celebração, a agência Sicredi de Barão esteve presente com a entrega física dos brinquedos adquiridos por meio do Fundo Social, recurso revertido diretamente para projetos comunitários.

Durante a visita, Joel Strassi, gerente da agência local, destacou a importância desse retorno social:

“Para toda operação financeira que passa pelo Sicredi, uma parte é devolvida para a comunidade. E o Meu Cantinho Mágico é um dos projetos contemplados neste ano. Há vários projetos inscritos e, assim como a orquestra e a APAE, o projeto da Escola Nicolau recebeu apoio porque entendemos a importância e a carência desse investimento para a escola e para as crianças dessa comunidade.”

O Fundo Social destina 2% do resultado da cooperativa para ações comunitárias — o que representa, em média, cerca de R$ 1 milhão por dia — e já contemplou mais de mil projetos em todo o Brasil. É um mecanismo ainda pouco conhecido, mas que faz diferença concreta para quem recebe o impacto direto.

Carla Stello, que atua na área de Cooperativismo e Sustentabilidade do Sicredi, reforçou como essa parceria dialoga com o propósito de formação cidadã:

“Trabalhamos protagonismo, autonomia, curiosidade e educação financeira. As crianças perguntam, investigam, criam. A mostra pedagógica é justamente o momento de compartilhar esse percurso com as famílias.”

O que a escola faz não pode ficar invisível

Quem percorreu os corredores encontrou desde os pequenos do Jardim 1, orgulhosos de seus estudos sobre formigas, até os alunos do quinto ano explicando, na ponta da língua, os conceitos de planejamento financeiro.

A diretora Maria de Lourdes Bourscheid comentou por que a mostra é tão aguardada:

“Fazemos muita coisa ao longo do ano. Às vezes esse trabalho se torna invisível aos olhos da comunidade. A mostra é uma forma de revelar esse cotidiano que forma, educa e transforma.”

Ela também destacou a presença expressiva das famílias:

“Aqui na Nicolau a participação dos pais é efetiva. Isso sempre foi essencial e continua sendo.”

Os bastidores da educação: quem cuida também ensina

A monitora Yasmin Costa Teixeira, que atua com a turma do Pré, trouxe um olhar sensível sobre os desafios e encantos de acompanhar crianças em uma etapa de transição:

“Eles são curiosos, querem aprender tudo rápido, mas ainda têm pouca paciência. O maior desafio é equilibrar essa sede de novidade com o tempo necessário para aprender. O carinho deles é a melhor parte. Eles nos envolvem, convidam para participar, querem estar juntos. É muito bonito ver.”

Educação financeira: consumo consciente desde cedo

No quinto ano, a professora Debora Lutz Juchem desenvolveu um projeto sobre educação financeira, em parceria com o programa Na Ponta do Lápis do Sicredi. Os alunos vivenciaram práticas reais: elaboraram lista de compras, trabalharam com orçamento limitado, compararam preços e marcas e até visitaram o Café Barão com um valor pré-definido para consumo.

A experiência foi marcante:

“Eles perceberam o valor das coisas. Quando o dinheiro é do bolso deles, tudo muda. É autonomia, consciência e responsabilidade.”

Quando uma formiga ensina o que é respeito

Entre os projetos mais emocionantes estava o do Jardim 1, orientado pela professora Taina Bruchêz dos Reis. A escolha do tema nasceu da curiosidade das próprias crianças e se transformou em uma verdadeira aula de sensibilidade.

“Antes eles costumavam pisar nas formigas. Agora, não deixam ninguém encostar nelas. Aprenderam que a vida dos bichinhos importa, que eles têm uma rainha, uma família, um papel no mundo.”

As crianças estudaram o corpo das formigas, seu modo de viver e sua organização. E, no dia da mostra — que teve até um formigueiro de verdade exposto — estavam orgulhosas, ansiosas e felizes por apresentar suas descobertas aos pais.

Um encontro de comunidade

A Mostra Pedagógica e a inauguração da pracinha mostraram algo que vai além dos projetos, das falas ou dos resultados: a escola é um organismo vivo, pulsante e comunitário.

As famílias estiveram presentes, as crianças brilharam e os professores mostraram, com simplicidade e profundidade, que educação é construção diária — e que cada pequeno gesto importa.

Para quem esteve lá, ficou a sensação de pertencimento.
Para quem não esteve, fica o convite:

  • Visite a escola.

  • Participe.

  • Olhe para o que está sendo construído bem aqui, na nossa comunidade.

Há sempre algo bonito acontecendo quando a educação encontra espaço para florescer.

 

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