Jornal Ação de Barão/RS.


01/03/2026 às 19:13 // .
JUSTIÇA E MISERICÓRDIA, SÃO ESPERANÇA
Por Ir. Marisa Inêz Mosena
Considerando a globalização, hoje temos maior visão e consciência de como vive a
humanidade, não somente em nosso País, mas em todos os continentes. Isto nos dá uma noção
do Planeta Terra, não somente em nível humano, mas também ecológico.
A pobreza, a miséria, a falta de moradias, de emprego, de educação para todos, de
recursos de saúde, de injustiças ainda clamam a Deus! Basta olhar um pouco ao nosso redor e
logo perceberemos as disparidades, as diferenças sociais, culturais, econômicas.
Para nos ajudar, em nossa reflexão, tomamos o Evangelho que é proposto para a
meditação, no próximo domingo: “Faze-me justiça contra o meu adversário!” (Lc 18,3)
Trata-se da parábola da viúva e do juiz sem escrúpulos é, “como tantas outras, um relato
aberto, provocativo e que pode despertar nos ouvintes diferentes ressonâncias. Segundo
Lucas, trata-se de um chamado a orar sem desistir, mas é também um convite a confiar no
Deus que fará justiça àqueles que lhe clamam dia e noite.”
Os personagens que aparecem nesta parábola são: UM JUIZ que “não temia a Deus,
e não respeitava homem algum”. É a encarnação exata da corrupção que os profetas
denunciaram repetidamente: os poderosos não temem a justiça de Deus e não respeitam a
dignidade nem os direitos dos pobres. É uma pessoa terrível, sem princípios, à margem de
toda lei e à margem de todos; UMA VIÚVA indefesa em meio a uma sociedade injusta. Por
uma parte, vive sofrendo os atropelos de um “adversário” mais poderoso que ela. Por outra, é
vítima de um juiz que não se importa em absoluto com a pessoa da pobre viúva e nem com o
seu sofrimento. Assim vivem milhões de mulheres em todos os tempos e em todos os lugares.
Na parábola, Jesus nos surpreende a todos pelo fato de um juiz injusto fazer justiça à
pobre viúva. Esta não é a imagem de Deus, que Jesus nos quer passar. O foco desta parábola é
a súplica incessante da viúva, dos pobres, da humanidade que ainda tem como esperança, o
próprio Deus.
Suplicar sem desfalecer e com fé é abrir-nos à justiça de Deus para descobrir nossa
responsabilidade e a parte que nos toca viver naquilo que estamos pedindo. A súplica é
mobilizadora e desperta nossos melhores recursos para buscar aquilo que tanto desejamos.
Na conclusão da parábola, Jesus não fala da oração. Antes de mais nada, pede confiança
na justiça de Deus. “Não fará Deus justiça a seus eleitos que lhe gritam dia e noite?” Jesus
nos revela que Deus é o Deus da misericórdia, não é um juiz, é um Pai que nos acolhe porque
nos ama.
A oração, o diálogo com Deus nos torna justos e capazes de colocar a oração em prática,
por que a oração sustenta nosso viver cotidiano, reanima nossa esperança, fortalece nossa
fragilidade, alivia nosso cansaço. Aquele que aprende a dialogar com Deus e a invocá-Lo
“sem nunca desistir”, vai descobrindo onde está a verdadeira eficácia da oração e para quê
“serve” rezar. Simplesmente para viver com mais sentido, inspiração e compromisso. Oração
sem presença solidária é vazia.
Nossos mestres e médicos também são parâmetros e ícones para uma vivencia de fé
porque são duas profissões proféticas que estão na base da construção e manutenção de um
ser humano saudável. Nossa homenagem aos professores e aos médicos e são tantos que
marcaram nossa vida. Lembra?

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